• Raiane Cardoso

O amor está no mar

O Dia dos Namorados é um dia de celebrar o amor. Pensando nisso, o ManaSurf conversou com seis surfistas que dividem o amor pelo esporte com a pessoa que amam. Vem conhecer a história deles com a gente:


Foto: Arquivo Pessoal

Kawany e Renan


No caso desse casal, o amor estava literalmente no mar: se conheceram dentro da água em uma praia de Ubatuba, cidade do litoral paulista, em dezembro de 2016. Kawany, que tem 25 anos e é natural da capital paulista, estava em uma viagem de férias com a família em Ubatuba quando conheceu Renan, de 24 anos. "Eu tava na praia, já tinha visto ele outros dias mas só de olhar e aí vi ele indo pro mar com a prancha. Pensei: "É a hora, vou juntar o útil ao agradável e vou dar uma ideia nesse gatinho (risos)", contou Kawany.


E assim aconteceu: "Entrei no mar, fiquei nadando fingindo que não tava fazendo nada e ele tava conversando com um amigo. Veio um outro cara conversar comigo, dando em cima de mim e eu ficava olhando para ele e para o cara, até que consegui fazer o cara ir embora. Aí ele veio falar comigo elogiando o fim de tarde, eu concordei e falei "Você demora demais, tava esperando você vir conversar comigo e veio até outro cara". Ficamos rindo e conversando, conta Kawany.


Os dois combinaram de se encontrar no dia seguinte no final da tarde, quando rolou o primeiro beijo. Renan comentou que ia comprar uma prancha pra stand-up paddle, que os dois poderiam praticar juntos e Kawany comentou que estava pensando em procurar uma casa para se mudar para Ubatuba. Acabaram não conseguindo se encontrar mais durante a viagem de férias da surfista, que voltou para casa antes do ano novo.


Em fevereiro de 2017, Kawany voltou a Ubatuba e recebeu uma proposta de emprego na cidade para começar em março. Na semana da mudança, Renan postou uma foto no Facebook: "Fui e dei uma curtida para chamar a atenção dele. Na hora ele me chamou no chat perguntando como eu tava e dizendo que tinha uma novidade para me contar e eu disse que eu também. Ele começou contando que tinha comprado a prancha para stand-up e que poderíamos dar uma volta juntos e contei que estava me mudando na semana".


O resultado você pode ver na foto ali em cima: o stand-up realmente rolou e o casal está junto há três anos e morando juntos. "Voltei a surfar depois que conheci ele e me mudei. É impressionante a conexão que temos. Nos entendemos muito bem, raramente brigamos. Ele já fez até músicas para mim. Uma ficada virou um romance daqueles (risos)" , disse Kawany.



Foto: Reprodução/Instagram

Thayssa e Rayza


Pode sentar que aí vem história. A Thayssa, que é formada em Direito e maquiadora e tem 30 anos, começou a surfar junto com um ex-namorado na escola de surf da Rayza. Surfar era um grande sonho do rapaz e logo virou uma paixão da Thayssa. Ela e a Rayza ficaram muito amigas: "Desde que eu a vi, eu já sentia alguma coisa por ela, de sintonia mesmo, de querer sempre estar perto", conta Thayssa. Uns meses depois, fizeram uma viagem de um mês com amigas para Bali.


"No sétimo dia de viagem, mais precisamente dia 27/08/2017, na saída da single fin em Uluwatu, Rayza me olhou e pediu pra eu tirar a vontade que ela estava de ficar comigo. Eu me arrepiei toda! (risos)."


As duas não se desgrudaram pelo resto da viagem. De volta ao Brasil, as duas voltaram e seguiram o relacionamento, que faz três anos em 2020. "Depois de 2 meses juntas, larguei tudo e vim morar com ela. Ano passado ela me pediu em noivado na frente de uma praia paradisíaca, na praia do Rosa! Hoje planejamos casamento e filhos. E eu planejo ser para o resto da minha vida o amor da vida dela", disse Thayssa.




Foto: Arquivo Pessoal

Mariana e Felipe


A história aqui começou no carnaval de 2018: os dois se conheceram em um bloco na General Osório, praça que fica em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. Felipe, fotógrafo de 22 anos chamou Mariana, estudante de Biologia Marinha de 20, pra conversar e ela logo reparou a tatuagem de onda no peito do rapaz. Na mesma hora perguntou se ele surfava. O casal continuou se encontrando em outros blocos durante o dia e iam curtir umas praias a noite. "Ele levou a prancha dele para eu aprender a remar, e fui assim, já com conhecimento do mar porque eu mergulho, acompanhava o WCT mas eu nunca tinha colocado em prática. Ele teve papel fundamental no meu aprendizado no surf, foi o primeiro que me deu forças pra iniciar. Eu nem tinha dinheiro pra comprar laicra, prancha, nem nada. Ganhei tudo das minhas amigas do surf que conheci a partir da Langai e em todos esses momentos ele estava comigo, foi muito importante pra mim" .


Em maio de 2018 o namoro do casal começou. "Ele fez o pedido no Arpoador, no pôr do sol, porque ele sabia que era meu pico preferido e meu quintalzão (risos). Nossa aliança de compromisso é uma onda do mar", contou Mariana. Desde então, o casal tem se dedicado a trabalhos voluntários: "Começamos a fazer um trabalho voluntário em um projeto social de surf da Rocinha, sou moradora do Vidigal. Começamos a ajudar, mas aí veio alguns imprevistos e depois de um tempo não pudemos continuar.


Para o futuro, o casal planeja continuar se dedicando a projetos que trabalhem com educação ambiental e o acesso ao surf: "Ele sempre me ajuda no projeto que eu trabalho que visa conservação marinha e tira algumas fotos. Ainda temos bastante planos futuros com o surf e com essa questão de educação ambiental em projetos sociais. Ele cresceu no Morro do Jordão e também vê as dificuldades da criançada em ter apoio no esporte e no lifestyle do surf".


"O mar nos conectou e não nos desgarramos nunca mais. Estamos aí, prontos pra qualquer trabalho voluntário que nos chamam e limpeza de praia também. E tudo começou com uma tatuagem de onda (risos)", disse Mariana.



Foto: Arquivo Pessoal

Fabiane e Silvio


O casal da vez compartilha, além do amor um pelo outro, o surf e também a profissão. Os dois são geógrafos, pesquisadores, professores universitários

e moradores de Niterói. Silvio, de 34 anos, surfa desde os 23 anos, quando aprendeu a surfar sozinho "na marra" mesmo. Já a história de Fabiane, de 30 anos, com o surf começou ainda na adolescência. Com 15 anos fez algumas aulas de surf em Saquarema, mas, além da distância atrapalhar, acabou sofrendo um pequeno acidente com a prancha, o que a fez desistir e se traumatizar.


"Nos últimos anos, fui despertando, me conhecendo, buscando me aprofundar em autoconhecimento, comecei a praticar yoga, meditar, a me permitir um momento só meu, fazer coisas que me dessem prazer comigo mesma e me bateu a vontade de retomar nisso", contou Fabiane. E assim fez: foi a trabalho a Santos, cidade no litoral paulista, e em um dia de folga fez aula com a professora Isabela Panza, que a ajudou a superar o seu medo.


Fabiane não conseguiu mais retornar a Santos para mais aulas, mas um tempo depois o destino fez com que ela e Silvio passassem de colegas para namorados e, desde então, ele a estimula a continuar surfando e se superando: "Desde que estamos juntos nossa rotina era pro surf, fomos pra Geribá, Itacaré, Fortaleza e íamos para a zona oeste do Rio quase todo final de semana. Ele passou a ser meu professor particular de surf. A missão é essa, evoluir no surf e na vida juntos!"



Foto: Arquivo Pessoal

Juliana e André


O Tinder funciona e esse casal é a prova disso. Os dois são moradores de Del Castilho, bairro da zona norte do Rio e malhavam na mesma academia. Juliana nunca tinha visto André por lá mas ele já tinha notado ela. "Em setembro de 2018 eu reativei o Tinder por um dia e ele me achou lá. Acabei esquecendo de desativar e percebi, dois dias depois, que tinha recebido um super like e fiquei curiosa. Respondi a mensagem e começamos a conversar nesse dia mesmo. Ele disse que me reconheceu por ser da academia mas o que fez ele falar comigo foi o fato de eu ter fotos de surf no perfil".


André, 51 anos, é kitesurfista e Juliana, de 37 anos, é adepta da pranchinha. Ele sentia dificuldade em encontrar alguém que o acompanhasse no esporte e achou que tinha tirado a sorte grande quando viu que deu match com uma surfista. E realmente tirou: na mesma semana que começaram a conversar já assumiram o relacionamento e André passou a levar Juliana todos os finais de semana em Araruama, cidade da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, para ensinar o kitesurf a ela. Em janeiro de 2019 os dois se casaram. "Até hoje nunca brigamos. Somos melhores amigos, parceiros. Hoje já tenho mais habilidade no kite do que no surf, graças a ele. Mas também não parei de surfar."



Foto: Arquivo Pessoal

Victoria e Jônatas


Esse casal teve um cupido, uma amiga em comum. Victoria, de 21 anos e Jônatas, de 27 anos, estão juntos há três anos e morando juntos desde que tinham um mês de relacionamento. Victoria é natural de Nilópolis, cidade na baixada flumense no Rio e se mudou para o Recreio pouco antes de conhecer Jônatas, que já morava no bairro. "Logo assim que ficamos ele me apresentou o surf, eu nem conhecia direito porque vim de uma cidade que não tinha isso, só conhecia por nome", contou Victoria.


De início, ela só o acompanhava e olhava da areia, até que Jônatas, que já surfa há 20 anos, passou de apenas namorado para também professor de surf: "Sempre tive muito medo, eu nem entrava no mar, só molhava os pés. Ele não me deixou desistir e logo de primeira fiquei apaixonada pelo surf, foi uma superação enorme para mim".


O casal agora compartilha não só o amor um pelo outro mas também pelo surf. "Hoje em dia a gente surfa juntos entre aspas porque ele gosta de ondas maiores e eu só surfo marola, sou maroleira mesmo (risos). Mas ele entra no mar comigo às vezes para me fazer companhia. Somos muito companheiros e eu agradeço a ele todos os dias, sou muito grata", disse Victoria.


O surf e o mar permitem uma enorme conexão consigo mesmo e com o mundo. E que incrível poder viver uma história de amor que envolve esse esporte e essa conexão. O Portal Manasurf deseja aos casais um feliz dia dos namorados! E a tantos outros que não contamos as histórias aqui, também.

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