• Fernanda Bahia

Falta de equidade entre as modalidades do surf nas competições da WSL chama atenção de surfistas

Recentemente, começou a rodar no Instagram uma postagem do surfista longboarder Joel Tudor, em que o californiano questiona a diferença de premiação e de organização no Championship Tour e no Tour de Longboard. E muitas surfistas compartilharam e reforçaram a denúncia.

Print da postagem feita por Joel Tudor no Instagram
Print da postagem feita por Joel Tudor no Instagram | Imagem: internet/reprodução

Em sua postagem, Joel argumenta em cima do discurso de equidade no surf, que a World Surf League tem adotado em suas competições. Mas o discurso, pelo visto, diz respeito apenas a equidade entre os gêneros.


Já entre as modalidades, a realidade não é a mesma: os surfistas, homens e mulheres, do surf de pranchinha recebem $80.000,00, se ficarem em primeiro lugar; os surfistas, homens e mulheres, de longboard recebem $10.000,00, oito vezes menos. O prêmio é menor, também, do que o valor recebido por etapa do Challenger Series, tour de acesso ao Mundial.


Premiações em dinheiro de uma etapa do tour de longboard e do CT Imagens: WSL/reprodução


Além disso, o tour do surf de pranchinha tem 10 etapas, e é de fato um tour. O tour de longboard costuma ter menos etapas e, atualmente, passa pela discussão de se tornar um mundial de etapa única - como foi em 2020.


Joel utiliza ainda de um outro argumento: a "preferência" do público da WSL, usando como base os likes e comentários nas fotos do Instagram da liga. Com prints, Tudor demonstra que as fotos ou vídeos de longboard têm, às vezes, três ou quatro vezes mais curtidas do que as fotos e vídeos dos surfistas de pranchinha.


Atletas brasileiras do lonboard, como Jasmim Avelino e Chloe Calmon, concordaram e reforçaram o discurso do surfista californiano. Para a World Surf League, ficou o questionamento: porque essa diferença? A liga ainda não se posicionou em resposta à postagem.


Confira a postagem completa: