• Fernanda Bahia

Entenda como vão funcionar o CT, QS e Challenger Series em 2021

Esse ano foi de muitas mudanças e novidades para o Championship Tour da WSL de 2021. E com tanta instabilidade devido a pandemia da Covid-19, o calendário para o próximo ano ainda estava incerto. Mas, na última terça-feira, 10 de novembro, a liga mundial oficializou as etapas do próximo ano e confirmou onde será a WSL Finals, novidade para o CT 2021.

Carissa Moore, campeã mundial de 2019 | Foto: Reprodução/Instagram

O novo formato do tour mundial havia sido anunciado ainda em julho, com novas datas de início e final do circuito, mudanças no QS e no Challenger Series, e o retorno das mulheres para Teahupo'o. E a grande mudança seria na decisão do campeão mundial, que a partir do ano que vem seria feita em um evento de um dia só, onde os cinco melhores do ranking se enfrentariam para decidir o campeonato.


E aproveitando que falta tão pouco para o circuito mundial voltar, vamos explicar essas mudanças e as datas do novo calendário para o CT.

Championship Tour

O Championship Tour (CT) é o tour principal da Liga Mundial de Surf (WSL). É ele quem define os campeões mundiais (feminino e masculino) de surf ao final da temporada. O campeonato acontece em etapas e é dividido por pontos. Até o ano passado, o atleta com maior pontuação era coroado o campeão mundial, e podia acontecer de essa decisão acontecer antes mesmo da etapa final - dependendo da diferença de pontos entre os primeiros colocados do ranking.


Uma novidade para 2021 é que o campeão mundial, agora, vai ser decidido em uma etapa única, em um único dia. O WSL Finals recentemente teve seu local para 2021 anunciado: Lower Trestles, na Califórnia. O evento receberá os cinco primeiros colocados do ranking feminino e masculino e funcionará da seguinte maneira:

O ranking do CT funciona com o somatório das pontuações de cada etapa do Tour. O campeão e a campeã de cada etapa ganham 10.000 pontos, os segundos ganham 8.000 pontos, até o mínimo de pontos da etapa.


O CT 2021 vai ter o mesmo número de etapas para os homens e mulheres, além de premiações iguais, em dinheiro, para as duas categorias. Vai ser a primeira vez que o surf feminino ganha, na prática, o mesmo que os homens em premiações no circuito mundial - a premiação igual em dinheiro já era uma realidade, mas com uma etapa a menos no circuito feminino, as mulheres continuavam a ganhar menos.


A etapa que não tinha o surf feminino era a de Teahupo'o, no Tahiti, uma onda muito desafiadora, em um fundo de coral, que entrega bons tubos e um surf alucinante. O calendário já tinha passado por mudanças em junho, com o anúncio da "nova era" da WSL, mas conta com novidades.


Duas etapas foram adicionadas ao novo circuito, que vai começar em dezembro, no Hawaii, com o Maui Pro, etapa exclusivamente feminina. Depois de Pipeline, etapa masculina do circuito, o CT continua no Hawaii para o Sunset Pro, que não via os homens e as mulheres competirem juntos desde 1991. Outra etapa que foi adicionada foi a de Steamer Lane, na Califórnia, que acontece antes de os atletas seguirem para a Europa, agora com uma etapa só, em Portugal.


Confira o calendário de 2021:

Qualifying Series e Challenger Series

O Qualifying Series e o Challenger Series são os tours responsáveis por qualificar os atletas para o CT. Também são divididos em etapas e em pontuações: cada etapa do QS pode valer 1.000, 1.500, 2.000, 3.000 e 5.000 pontos no ranking (essas são as pontuações máximas que um atleta pode ganhar em cada etapa). Já o Challenger Series tem as etapas com uma pontuação maior, de 10.000 pontos, e foram anunciadas para começarem em 2020.


No CT masculino, os 10 primeiros do ranking do QS são os que, no ano seguinte, poderão correr o tour mundial, ao lado dos 22 primeiros do ranking do CT daquele ano e de dois atletas wildcard. No feminino, as 10 primeiras do ranking do CT, junto com as 6 primeiras do QS, e uma atleta wildcard, correrão o CT no ano seguinte. Ou seja, o Tour Mundial acontece com 16 mulheres e 32 homens em cada etapa.


O QS e o CS também passaram por mudanças para o ano de 2021. A partir da próxima temporada, o QS passa a valorizar mais os eventos regionais, possibilitando que os atletas participem de mais eventos próximos de casa. A mudança diminui a pressão econômica sobre esses atletas que querem se qualificar para o CT.


Além disso, outra mudança nos calendários: a partir da próxima temporada, o CT e o Challenger Series, eventos importantes para a qualificação para o tour mundial, serão em épocas diferentes. Dessa maneira, os atletas que forem desqualificados do championship tour em uma temporada, não precisarão esperar mais um ano para retornar, correndo o Challenger Series já no mesmo ano. O que permite, também, mais foco dos atletas e da mídia em cima de cada tour.


Essas regras são exclusivas para o CT e para o QS, mas ainda têm os tours do Longboard, de Big Waves e o Junior Tour, para os surfistas mais novos - e isso é tema para um outro post. E se rolou alguma dúvida de alguma palavra ou termo que usamos aqui, é só visitar o nosso dicionário do surf, ou esse post explicando algumas regras da WSL para entender.

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