• Raiane Cardoso

Conheça a história da surfista e jornalista Érica Prado

Surfista profissional por 10 anos, Érica está no jornalismo especializado em surf há 11 anos. Desde 2019 a jornalista comanda o Movimento Surfistas Negras (você pode ler a história dele aqui) e vem ajudando a trazer mais meninas e mulheres negras para o mundo do surf. Hoje o ManaSurf conta um pouquinho sobre a história dela.



Érica Prado de Oliveira nasceu na Cidade Maravilhosa e se mudou para Itacaré, cidade baiana no litoral sul do estado, aos nove anos. Foi na Bahia que a história com o surf começou. "Tive muita influência do meu irmão mais velho, Leandro Prado, que começou a surfar e foi aquela coisa de você seguir os passos do irmão mais velho, aí eu comecei a surfar por influência dele", contou Érica.


E, desde então, a carioca se apaixonou pelo mundo do surf. "Me encantei com o universo do surf competição, fazer pódio, ganhar prêmio, ganhar roupa nova. Com 13 para 14 anos, quando eu participei dos meus primeiros campeonatos e comecei a ter resultado, comecei a evoluir, eu tinha certeza que era aquilo que eu ia fazer pelo resto da minha vida, eu queria viver do surf", disse.


A vida no surf competição


Entre 2003 e 2006, Érica foi bicampeã municipal em Itacaré e bicampeã ilhaense. Em 2006, a surfista conquistou o título de campeã baiana. E então, no ano seguinte, um campeonato mudou sua carreira no surf: "Eu tive um resultado em 2007 num brasileiro profissional, circuito de acesso ao Super Surf. Eu fiquei em quarto lugar, mas foi um campeonato de alto nível, com todas as meninas que participavam do Circuito da Petrobrás. Lembro como hoje a final com a Nataly Martins, Thais de Almeida e a Krishna de Souza", contou.


"Esse campeonato que me motivou a virar profissional, tanto por conta da premiação, que eu só receberia a premiação inteira se eu fosse profissional, tanto pelo fato de eu ter batido de frente com as meninas, na semifinal eu eliminei meninas que faziam parte do Super Surf", lembrou Érica.

Érica na infância. Foto: Reprodução/Instagram

A surfista contou que, com a profissionalização, a pressão sobre si mesma aumentou. "Os objetivos ficam mais distantes. Quando fui campeã municipal, eu coloquei como objetivo ser campeã baiana e aí eu conquistei, quando eu fui campeã baiana eu coloquei como objetivo ser campeã brasileira, aí já foi mais difícil", disse.


Em 2009, Érica integrou a elite do surfe nacional, o Super Surf. A carioca chegou a competir em algumas etapas do Qualifying Series (QS), a divisão de acesso da Liga Mundial de Surf. No total, a surfista dedicou dez anos de sua vida à competição.


"Não fui campeã brasileira, nem campeã do QS (risos) e nem entrei para o CT [Championship Tour, a divisão de elite do surf mundial], mas o surf, a competição me ensinou muita coisa nessa minha trajetória e eu sou muito grata por tudo que eu passei em cada competição, em cada evento que eu participei, foi um grande aprendizado para eu me tornar a mulher, a atleta que eu me tornei hoje em dia", afirmou a surfista.


Durante seu período de surf competição, Érica enfrentou um obstáculo muito comum no surf feminino, em especial com surfistas negras: a falta de patrocínio. "Eu nunca tive patrocínio de uma marca de surfwear. Eu tive pequenos apoios em alguns momentos da minha vida", disse. "O patrocínio mais forte que eu tive assim foi no ano de 2006, ano que eu fui campeã baiana. Era de uma ONG de resíduos e recicláveis lá da Bahia, uma ONG gringa que trabalhou um tempo em Itacaré, que se chamava Yonic. Essa é a minha única referência de patrocínio, de uma grande empresa investindo nos meus treinos", contou.


Esse ano de 2006 foi o único ano em toda a minha vida que eu não precisei me preocupar em fazer rifa, em trabalhar para conseguir ir para um evento, eu tinha o patrocínio dessa ONG que pagava todos os custos, arcava com todos os custos dos eventos", acrescentou.

Apesar de todos os problemas, a surfista contou que os bastidores dos campeonatos sempre foram muito divertidos. "Uma lembrança boa que eu tenho é de um evento que eu fui na Ilha do Mel, eu representei a equipe baiana durante muitos anos e nesse evento da Ilha do Mel o arrocha estava começando a ser introduzido, estava começando a bombar no Brasil inteiro. Eu lembro do Rudá Carvalho, surfista profissional, ensinando eu e as minhas amigas a arrochar, tipo, o passinho do arrocha, aquele '180, 180, 360'. Eu, a Nataly Martins, a Mari Uchoa, a Gabi Teixeira, aprendendo aquela novidade, aquela música diferente", lembrou Érica.


As viagens de ônibus para os eventos são algo que marcaram a surfista. "Passagem de avião sempre foi muito cara, então a gente viajava de ônibus da Bahia para o Paraná, da Bahia para Santa Catarina. Eram dois dias viajando em um ônibus, a galera sem tomar banho, na madrugada passando pasta de dente no rosto das pessoas, aquela zueira de adolescente, foi muito bacana esse período. Fora dormir em rodoviária, os perrengues que a gente passava quando era adolescente, que hoje em dia eu não passo mais (risos)", disse.


Érica no evento "A Onda do Bem". Foto: Daniel Smorigo

Érica ainda contou sobre um reencontro recente que teve com Marina Werneck em um evento da Liga Mundial de Surf (WSL), que era sua adversária nos campeonatos: "O evento 'A Onda do Bem' foi um presente, ganhar o evento então foi uma superação para mim porque foi uma brincadeira, foi divertido mas querendo ou não eu eu reencontrei uma surfista que foi uma grande adversária na minha vida competitiva, que foi a Marina Werneck", disse.


"Eu lembro que uma vez a gente competindo, não lembro muito bem se foi a etapa do QS ou se foi a etapa do brasileiro lá em Itacaré, ela virou a bateria em cima de mim e aí ela me marcou. Lembro que a praia estava lotada, cidade pequena né, a cidade inteira lotando a pedra da Praia da Tiririca torcendo para mim e a Marina Werneck no final da bateria ficou me marcando durante uns cinco minutos, e eu não consegui pegar a onda e acabei perdendo essa bateria. Fiquei arrasada e morrendo de raiva dela", lembrou a surfista.


"Depois disso a gente virou amiga, quando eu me mudei para o Rio de Janeiro, a gente chegou a treinar juntas durante anos, sempre foi uma ótima amiga e uma ótima companheira de treino, sempre puxando meu nível, sempre instigada e toda vez que eu chegava na bateria com ela eu perdia. Então, querendo ou não, participar do evento 'A Onda do Bem' e ganhar da Marina, reencontrar a Marina em uma bateria foi demais, foi uma sensação muito boa e de superação, de eu perceber também que eu estou em um outro momento da minha carreira, da minha vida", acrescentou.


A Érica jornalista


Entre competições e treinos, a surfista decidiu retornar para o Rio de Janeiro em 2007, aos 18 anos, para fazer faculdade. "Na realidade, meu pensamento inicial era para ficar próxima às competições, mas minha mãe não autorizou eu sair de casa só para viver do surf, então eu tive que começar uma faculdade", explicou.


A escolha do curso foi motivo de dúvida: Érica ficou entre Educação Física e Jornalismo. "Acabei optando pelo Jornalismo e foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida (risos) porque eu amo muito essa profissão e há muitos anos eu consigo conciliar com o surf, uma coisa agrega a outra sempre", disse.


Durante o término da faculdade a surfista decidiu então parar e competir: "Eu precisei escolher. Eu estava finalizando a faculdade, já trabalhava com jornalismo, já estava fazendo muita viagem pelo canal Woohoo, isso em 2010, e não estava conseguindo conciliar os treinos. Para você ser uma atleta você tem que ter disciplina e eu já não estava conseguindo ter essa disciplina de atleta, de treinar todos os dias, de fazer preparação física todos os dias", disse.


"Eu viajava pelo menos duas vezes por mês, trabalhava, estava na reta final da faculdade, aí eu falei “Cara, não vai dar mais”. Teve um período da minha vida que eu estagiava de manhã no Woohoo, estagiava à tarde na faculdade e estudava à noite. Que horas que me sobrava para surfar? Não sobrava. Virei surfista de final de semana, engordei oito quilos na época, e aí optei pelo jornalismo", acrescentou Érica.


Foto: Reprodução/Instagram

A surfista afirma não se arrepender de sua escolha e que foi uma decisão acertada. "Na hora, no momento a gente fica sem entender, a gente fica revoltado às vezes mas hoje, uma década depois, eu consigo entender que foi a melhor decisão que eu podia ter tomado", disse. Érica é jornalista há dez anos e trabalha com televisão e jornalismo especializado em surf há 11 anos.


A rotina da surfista é bem intensa. "Minha rotina é de trabalho, de bater ponto de segunda à sexta (risos) no canal Woohoo, inclusive finais de semana quando tem evento, trabalho final de semana também fazendo a cobertura de eventos esportivos. Até o final de 2019, o canal Woohoo era um canal focado em esportes radicais e atualmente é um canal focado em artes maciais, então tem sido um processo de muito aprendizado e novas experiências falando agora com um público novo, aprendendo coisas novas sobre modalidades que eu nunca tinha sequer experimentando ou lido alguma coisa à respeito, então está sendo muito legal", contou.


Movimentos Surfistas Negras


Observando como as situações no surf feminino se repetindo ao longo dos anos, principalmente das surfistas negras, Érica decidiu, em 2019, criar o Movimento Surfistas Negras, com o objetivo de dar visibilidade para mulheres negras que surfam no Brasil, sejam atletas ou não.


"Eu percebo que a Yanca Costa passa pelos mesmos problemas, ela enfrenta as mesmas dificuldades que eu enfrentei há 15 anos, por exemplo. Ela enfrenta a falta de representatividade, a falta de patrocínio, a falta de investimento. Eu criei a página para divulgar, tipo: “Olha, essas mulheres existem e elas são foda”. Por mais que a mídia não mostre, por mais que os programas dos canais especializados em surf não mostrem, essas mulheres existem e elas são incríveis. Essa foi a minha motivação inicial", disse.

Desde que o movimento começou, Érica tem recebido feedbacks muito positivos de todas as mulheres. "A maioria das mensagens que eu recebo são de pessoas agradecendo pela existência do projeto, agradecendo pelo estímulo, agradecendo pela troca, pelo conhecimento ali, de através da página conhecer mulheres, conhecer mulheres às vezes do mesmo estado ou da mesma cidade que pegam onda, as pessoas fazem amizade e tudo mais", contou.


Encontro Surfistas Negras e Nordestinas em 2019. Foto: Bruna Veloso

O projeto conta com um perfil no Instagram e a página passou a atuar como uma espécie de vitrine para essas surfistas. "Eu faço meio que uma ponte às vezes entre uma marca querendo patrocinar alguém, eu vejo quem são as meninas que se encaixam no perfil que aquela marca está solicitando, disse.


"Também já recebi muita proposta para publicidade, vira e mexe eu recebo um contato de: 'Ah, estou procurando surfistas negras aqui na região sul, você conhece alguém?', aí eu indico as meninas, 'Estou procurando surfistas negras de tal a tal idade para fazer um comercial aqui, você indica quem?'", explicou a jornalista.


Em 2019, no primeiro ano do projeto, Érica organizou um evento, o Encontro de Surfistas Negras e Nordestinas, na praia da Barra, zona oeste do Rio de Janeiro. "Foi incrível, foi emocionante demais para mim porque eu consegui reunir várias gerações do surf brasileiro, do surf nordestino. A Nuala Costa, que é uma grande referência para mim, sempre foi uma inspiração, ela veio de Pernambuco para participar do Encontro, ela deu aula de surf para as meninas, ela participou da roda de conversa, então foi assim uma coisa emocionante e reunir meninas aqui no Rio de Janeiro que nunca tinham surfado, outras meninas que são iniciantes, já pegam onda, então foi uma troca assim necessária para todo mundo que participou do evento", contou.


Em 2020, devido à pandemia, o Encontro teve que ser virtual e aconteceu no início de dezembro. Temas como representatividade na Comunicação, colorismo e racismo no surf, a trajetória das mulheres negras nas competições e padrões e autocuidado foram abordados no evento, que contou com nomes como Nuala Costa, Tita Tavares, Ellen Valias e Yanca Costa.


Vida pessoal e hobbies


Além da vida no surf como professora e atleta, Érica também se dedica a outro esporte, a capoeira. 'Faço capoeira duas vezes por semana. Sempre pratiquei", disse. No início da pré-adolescência, a surfista também teve contato com o basquete e o vôlei. Teatro, cinema, leitura, andar de skate e admirar o pôr do sol são outras paixões de Érica para o seu tempo livre.


Porém, ela afirma que seu grande e principal hobby é viajar. "Independente se for para surfar ou não, eu tenho um tesão absurdo por conhecer lugares, degustar os lugares, né, porque acaba que com a minha profissão eu viajo para muitos lugares para fazer cobertura dos eventos mas nem sempre eu tenho a oportunidade e o tempo de conhecer de fato aquele lugar. Conheço muitas cidades no Brasil, conheço alguns países mas tem muita coisa ainda que eu quero conhecer", disse.


"Sonho em surfar no Havaí, eu sonho em surfar na Indonésia, são lugares super tradicionais que eu ainda não tive a oportunidade de conhecer mas vai acontecer, em breve (risos)", contou. "Tenho muita vontade também de conhecer a África, vários países da África, de surfar, de conhecer uma outra cultura que faz parte de mim, que é a minha ancestralidade, sabe. Surfar na Nigéria é um sonho que eu estou arquitetando aí para 2021", revelou a surfista.


Na Bahia fica o pico de surf preferido da surfista, a Praia de Engenhoca em Itacaré, local onde morou. "Eu gosto muito da Prainha aqui no Rio de Janeiro, mas meu pico preferido de forma geral é a Praia da Engenhoca [...] pela qualidade e extensão da onda, é uma onda gordinha, uma onda fácil de ser surfada, então é um pico que eu amo de paixão", contou.

Érica em Itacaré. Foto: Reprodução/Instagram

Um outro hobby ´de Érica é colecionar. "Quando era criança, pré-adolescente assim, eu colecionava cartão telefônico. Tenho essa coleção até hoje, já pensei em jogar fora porque são duas pastas super pesadas, eu tenho mais de três mil cartões. Já colecionei tazo, já colecionei figurinha, sempre gostei muito de colecionar", revelou.


Agora, na vida adulta, a surfista passou a colecionar, nos últimos dez anos, programas de teatro. "Eu vou assistir uma peça, um espetáculo, eu guardo aquele programa. Tenho uma lembrança de cada espetáculo que eu fui, de alguns espetáculos eu até escrevo uma resenha e guardo, que é para eu não esquecer da história, não esquecer o que que eu achei daquela peça. Eu tenho mais de 300 programas", contou.


Érica conta que é bastante eclética em seu gosto musical. "Nossa, é difícil enumerar aqui alguns artistas mas eu escuto Cássia Eller, eu escuto Luedji Luna, Vanessa Da Mata, Zezé Motta, Rosa Passos, Legião Urbana, CPM 22, alguns cantores sertanejos. Gosto muito de samba, pagode. Eu gosto de tudo, não tenho problema com nada, depende do momento. Minha playlist do Spotify é a coisa mais eclética que existe (risos), aquelas playlists que o Spotify faz aleatória, tipo seu daily mix, tem de tudo (risos)", disse.


Já no cinema, Érica afirmou preferir filmes que a "enriqueçam culturalmente". "Gosto de filmes que contem, que são baseados em fatos reais, eu gosto de filmes históricos. Eu vou lembrar de alguns aqui para te falar, mas assim, eu gosto de filmes históricos. Eu assisti, não recentemente, mas assim, os filmes que me marcaram: 'Doze Anos de Escravidão', 'Histórias Cruzadas', 'Felicidade Por um Fio' foi um filme mais recente que eu assisti que gostei muito", contou. Séries não sou muito a praia da surfista: "Devo ter assistido umas três ou quatro a minha vida inteira", disse.


Na culinária, a surfista contou que é bem básica: "Gosto de comida japonesa, de churrasco, de comida baiana, não tenho muita frescura não. Não gosto de comidas muito diferentonas assim, de carne de cabrito, sabe? Essas coisas diferentes assim eu não curto não. Rabada não curto. Gosto de arroz, feijão, farofa, salada (risos), carne, uma proteína e essas outras que eu já citei".


Devido à pandemia, Érica contou que ficou quase um ano sem ver a mãe, que mora na Bahia e quem considera sua grande inspiração: "É uma baiana arretada que criou três filhos sozinha. Ela ficou viúva do meu pai, eu tinha dez anos de idade quando ela ficou viúva. No segundo casamento dela também, ela tem uma filha mais nova, foi um relacionamento abusivo que não durou muito tempo, então ela acabou criando os três filhos sozinha. É uma mulher de fibra que eu tenho como grande referência para a vida, Denise Prado", revelou.


Érica e a mãe, Denise Prado. Foto: Reprodução/Instagram

Durante seu período de campeonatos, Érica contou que sua mãe era sua grande parceira. "Minha mãe sempre foi nos campeonatos comigo, sempre me orientou, sempre puxou a minha orelha. Eu lembro que quando eu era competidora eu tinha uma coisa de ficar olhando muito as ondas das meninas, das minhas adversárias e minha mãe pegava no meu pé e falava: 'Cara, não olha, eu vi que você estava lá boiando esperando a sua onda e você estava olhando para baixo para ver as manobras da sua adversária, quando você cair na água pensa no seu, foca no seu objetivo que vai dar tudo certo'", relembrou.


Para tempos pós-pandemia, o grande sonho da surfista é voltar a viver sem usar máscaras e praticar seu maior hobby. "Estou doida que falem: 'Ó gente, acabou, podem sair sem máscara', porque, nossa, a máscara me sufoca e eu adoro o meu sorriso. Então, assim que a pandemia acabar eu vou sair sem máscara e vou viajar mais né, quero viajar, estou morrendo de saudades de viajar. Enquanto isso, enquanto a gente não pode a gente fica mais sossegada (risos), mas é isso", contou Érica.


Já um grande sonho e meta de sua vida é levar o surf para mais e mais pessoas, principalmente mulheres. "Meu sonho atual é contribuir para um mundo mais justo, é estimular cada vez mais mulheres, retribuir tudo o que surf me proporcionou para as pessoas, toda a alegria, todo o conhecimento, tudo o que o surf me proporcionou nesses anos todos. Eu quero continuar retribuindo para que o surf seja cada vez mais um ambiente acolhedor para mulheres negras, sobretudo", disse.


"Eu acho que é por isso que eu criei o Movimento Surfistas Negras e tenho me movimentando para isso, me movimentando fazendo esses contatos, produzindo eventos e questionando e debatendo assuntos relacionados a isso para tornar o ambiente do surf mais acolhedor porque o surf é tão bom e tem gente que não enxerga isso. Tem uma galera que não consegue entender a essência do surf, acaba transformando o surf em uma outra coisa. Mas acho que a gente tem que seguir o caminho do bem, tentar ser um bom exemplo sempre para essa nova geração que está vindo", afirmou Érica.
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