• Fernanda Bahia

A aposta nos campeonatos virtuais durante a quarentena

A quarentena e o distanciamento social, consequências da pandemia causada pelo coronavirus, têm transformado muitas das dinâmicas do nosso dia a dia. No esporte, não teria como ser diferente. As regras de saúde que devem ser seguidas para a segurança de todos impediu muitos dos campeonatos e grandes eventos esportivos de acontecerem, e até mesmo as Olimpíadas de Tóquio foram adiadas. As competições de surf sofreram da mesma maneira, e a WSL cancelou todo o calendário de 2020.



Aos poucos, esses eventos estão sendo retomados e reorganizados para se adaptarem ao que está sendo chamado de “novo normal”. Mas novas maneiras de continuarmos acompanhando nossos esportes preferidos surgiram nesse meio tempo. O surf viu surgirem alguns campeonatos virtuais, principalmente pelo Instagram. Uma maneira de as atletas continuarem divulgando o seu surf, e dos fãs conseguirem manter a torcida e participarem dessas competições, já que não podemos ir para a praia vê-las surfando.


Os campeonatos virtuais surgiram, em sua maioria, em páginas do Instagram, já no primeiro mês da pandemia. E inclusive, falamos de um deles aqui no Mana e até conversamos com as duas surfistas responsáveis pelo Shaka Girls. Com votação do público, participação de jurados, ou os dois juntos, como método de avaliação, os campeonatos surgiram como forma de tapar um buraco, mas tem se revelado como uma boa saída, já que são muito mais baratos de serem organizados.


Na WSL, o campeonato de ondas gigantes, Big Wave Awards, já acontece há 20 anos e sempre foi online. Nesse novo momento, além de surgirem campeonatos novos, como o Shaka Girls e o Bico Branco, outros que já existiam fisicamente se adaptaram ao universo virtual. Foi o caso de outro campeonato de ondas grandes, o Itacoatiara Big Wave, que com o Onda do Inverno vai premiar o surfista com a melhor onda surfada em Itacoatiara nessa temporada de inverno de 2020. Além desses, um campeonato de aéreos também está acontecendo online. Com categorias feminino e masculino, a competição por vídeos pretende premiar o melhor aéreo ou a melhor tentativa de completar a manobra.


Com uma mão de obra e custos muito menores para colocar essas competições no ar, os campeonatos conseguiram apoio com mais facilidade e logo passaram a ter premiações. O campeonato do Shaka Girls começou sem patrocínio ou apoio nenhum, e logo marcas entraram em contato para ajudar na premiação das meninas. Outros campeonatos conseguiram até prêmio em dinheiro para os surfistas e filmakers envolvidos.


Por aqui, ficamos felizes de podermos acompanhar o surf nesse momento de distanciamento social. E vocês, curtiram esse formato? Acompanharam algum campeonato virtual?

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